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quarta-feira, 17 de novembro de 2010

A janela


Ela olha pela janela,
espera quem há de vir,
poderá ser o seu amor eterno ou
apenas mais um que a faça sorrir.

Todos os dias a vejo suspirar
no parapeito,
não sei quais são seus desejos,
mas os suponho.

Seus sonhos são infinitos,
no debruçar encontra-se com o mundo da imaginação,
o único lugar seguro
do seu coração.

Não sei seu nome,
não a conheço.

Eu poderia perguntar de seus medos,
seus desejos e o que tanto faz, o que tanto espera naquela janela.

Não! Prefiro ficar aqui e apenas admirar seu jeito,
tentar adivinhar seus mais doces desejos.

Iohanny Mayã Alves Lima.

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