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terça-feira, 7 de dezembro de 2010

Agenor de Miranda Araújo Neto


Um homem de vida louca, vida; exagerado aos próprios pés,
com uma ideologia tão forte quanto seu timbre de voz.
Era assim, uma mistura de boa vida com boas novas,
sem blues da piedade, sem papo sério, era um amor inventado.
Tudo era mais feliz e ele fazia aquilo parte do seu show.
Mas o tempo não para e quando tudo parece estar em paz,
o ponto fraco aparece, ele não sabe se acalma ou se desespera,
apenas queria ter uma bomba, para acabar logo com aquilo.
Não há mais o codinome beija-flor, agora é o maior abandonado,
nas curvas da estrada.
Como um carente profissional,
o Brasil viu o ídolo de peito aberto, sem medo, precisando dizer que os amava.
Um dia pegou um trem para as estrelas e não deixou nenhum bilhetinho azul,
nenhum cartão postal.
Ficou apenas a saudade; minha flor, meu bebê!





Você deveria ter ficado um pouco mais e mais ter vivido.

Minha saudade não se explica, apenas se sente...




Iohanny Mayã Alves Lima.

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